Cultivar o seu Network não tem preço


Sérgio sempre foi um rapaz comunicativo e prestativo, preocupando em ajudar os vizinhos, os colegas da escola do curso. Por onde passava, era sempre querido e sua presença desejada.

Com muito esforço e dedicação, Sérgio entrou numa empresa de tecnologia, praticando o que aprendeu, estudando coisas novas e servindo seus colegas de trabalho.

O seu jeito de servir o próximo chamou atenção e logo foi convidado a fazer parte do time de projetos da empresa. Foi se dedicando, estudando, praticando, até que alcançou a posição de gerente de projetos.

Nesse processo, Sérgio era visto como o exemplo de pessoa que sabe fazer Network: Ajudava a todos; Parava nos corredores para ouvir todos que desejassem discutir ideias; Como havia feito muitos contatos nesse período, detectava as oportunidades e apresentava a pessoa certa para cada solução; Fazia questão de almoçar com os representantes dos prestadores de serviço; Conhecia e tratava todos seus fornecedores, clientes e colaboradores pelo nome; Fazia questão de felicitar os aniversariantes, e elogiava em público aqueles que se destacavam.

Sérgio estava no auge de sua carreira. Porém, quando o relógio profissional de Sérgio chegou nas doze horas (no topo da sua carreira), assim como a “Cinderela” saiu correndo, pois, seu belo vestido estava voltando a se tornar trapo, algo nele mudou.

Deixou de dar atenção a todos que vinham conversar com ele, solicitando que a pessoa enviasse um e-mail que ele responderia o mais breve possível, mas nunca respondera. Acabou a disposição de almoçar com seus fornecedores, enviando sempre alguém da sua equipe em seu lugar, com a desculpa de que estava ocupado demais para sair do escritório.

Pra piorar, em sua equipe foi contratada uma menina chamada Ana Lúcia, que estava dando os primeiros passos na carreira, mas que foi vista por Sérgio como ameaça, uma vez que parecia muito com ele, entretanto em sua cabeça vinha a seguinte frase: “É claro que ela não pode ser tão capaz nessa função, pois é mulher. Porém, esse atributo pode fazer com que ela cresça rápido caso o Diretor se interesse por ela”.

Manter o seu lugar acabou se tornando uma obsessão para Sérgio. Passava horas a mais no escritório revisando todo o trabalho de sua equipe em busca de falhas, para ter algo contra uma possível promoção de Ana Lúcia. “Vou mostrar o quanto ela é incompetente”.

O tempo livre, ele dedicava a fazer cursos e mais especializações, pois acreditava que sua posição jamais seria ameaçada caso ele fosse o mais qualificado.

A obsessão de Sérgio custou caro, e após uma conversa dura com o diretor, que deixou de ver aquele rapaz gentil, cortês e que acreditava no poder da gentileza gera gentileza... E o pior acontece, Sérgio ouve a frase que ele trabalhou arduamente para evitar: Você está demitido! E Sérgio pensou: “E agora?”

Sérgio abriu sua lista de e-mail, atualizou o currículo, e enviou seu currículo para todos os contatos que ele acreditava serem “Network” dos tempos áureos. Ligava para os antigos fornecedores solicitando indicação, e chegava a se alterar quando uma pessoa prometia que o recomendaria, e esquecia.

O tempo foi passando, e o desespero de Sérgio aumentava. Passaram oito meses desde a disparada dos currículos e nem uma entrevista foi marcada.

Os contatos, que eram cordiais inicialmente, haviam, em muitos casos, bloqueado seu contato para que as ligações não fossem completadas. Muitos o viam no shopping, e fingiam estar interessado em vitrines para não serem obrigados a cumprimentá-lo.

E Sérgio, chegou ao nível três para seis do seu relógio profissional (no fundo do poço), numa noite qualquer de análise, Sérgio descobriu o porquê sua vida havia mudado tanto, motivo pelo qual, sua enorme lista de quase quatro mil nomes no Excel, e quase dez mil contatos no LinkedIn deixaram de ajuda-lo no momento em que mais precisava.

Sérgio chegou a conclusão de que, após a entrada de Ana Lúcia em sua equipe, no lugar de trata-la como aliada e trazer ela para seu lado, ele começou a praticar o “NOTWORK“(a destruição da sua rede de relacionamento) com todos que estava a sua volta.

Sua autoanálise ainda o fez sentir envergonhado por mostrar o quanto estava se mostrando uma pessoa arrogante, impositiva e interesseira. Sérgio teve um baque.

Resolveu que iria se candidatar a vaga de analista de projetos, e que recomeçaria. Entretanto, a vida é cheia de pregar peças, e dois meses depois de estar recolocado, surge uma oportunidade de se tornar gerente de logística na empresa de um de seus antigos contatos.

O salário seria quase dez vezes melhor que o seu. E a resposta de Sérgio surpreendeu a todos! Ele recusou. Reconheceu que desconhecia completamente a área, e que poderia ser demitido muito rápido, uma vez que não conseguiria desempenhar com maestria a função.

Sérgio aprendeu que a melhor hora de se fazer Networking, é quando se está no auge, e as origens, a servidão, a humildades são as melhores qualificações de uma pessoa bem-sucedida.

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